Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Reflexão Crítica do Trabalho Desenvolvido até à Palestra

Encontramo-nos, sensivelmente, a meio do segundo período e é altura de fazer um balanço do que realizámos desde o início do mesmo.

Assim, podemos afirmar que estas semanas foram cruciais para o avanço e realização do nosso projecto, destacando-se a realização da nossa palestra - o produto principal do Projecto 100 Barreiras. O nosso foco de trabalho, desde o início do período, foi precisamente prepará-la, organizando a sua estrutura e efectuando os contactos necessários para assegurar a presença dos convidados que pretendíamos trazer à palestra mas não descurando, como é óbvio, as actualizações do nosso blog.

No âmbito da palestra, já tínhamos contactado, no primeiro período, o Sr. José Ilídio, na qualidade de representante da ACAPO, o Sr. Arquitecto João Aboim, na qualidade de Vereador do Urbanismo da CMCR e a APD que logo mostraram interesse em participar nela. O Sr. Arquitecto forneceu-nos gentilmente o contacto do Sr. Engº Carlos Mendonça, que contactámos posteriormente. Infelizmente, no caso da APD, demonstraram-se pouco interessados em cooperar com o nosso projecto.

 No início deste período, tentámos contactar a Associação Salvador, da qual tomámos conhecimento através de uma reportagem SIC, mas não obtivemos qualquer resposta. Decidimos, então, contactar o Sr. Engº Mendonça com quem tivemos uma reunião muito produtiva, pois sugeriu-nos que déssemos mais ênfase aos problemas dos invisuais, já que, segundo ele, têm a vida bastante mais dificultada com as barreiras arquitectónicas que os deficientes motores. Mostrou-se prontamente disponível a colaborar connosco e a participar na nossa palestra. Contactou ainda o Sr. Carlos Gomes, falando-lhe do nosso projecto e interveio de modo a que nos conseguíssemos encontrar com ele, a fim de nos dar um testemunho, em primeira-mão, do que é ser um invisual na nossa cidade.

Deste modo, encontrámo-nos com o Sr. Carlos Gomes, na CMCR, visto que é o seu local de trabalho e acompanhámo-lo no seu percurso entre a CMCR e o café Maratona, observando atentamente e escutando as suas explicações sobre as técnicas que usa para se localizar e movimentar na rua. Ficámos, desde logo, espantadas com o dia-a-dia de um invisual. Chegados ao café Maratona, sentámo-nos e conversámos durante cerca de uma hora e meia, escutando o que o Sr. Carlos Gomes tinha para nos contar sobre a sua história de vida e as dificuldades que enfrenta na nossa cidade. Foi unânime entre os membros do grupo que a conversa que tivemos com o Sr. Carlos foi extremamente elucidativa sobre o tema mas, para além disso, foi muito enriquecedora ao nível pessoal, uma vez que todas nós nos sentimos emocionadas pelos relatos que ouvimos, dando-nos ainda mais razões para querer lutar contra as barreiras arquitectónicas. Considerou também que foi uma conversa que nos enriqueceu como cidadãs e também como seres humanos. O Sr. Carlos Gomes também se mostrou interessado em participar na nossa palestra. 

            Durante estas semanas, ao mesmo tempo que fomos efectuando os contactos com os nossos convidados de modo a confirmar a sua presença, acertar detalhes e horários, fomos também organizando a estrutura da palestra (presente nos anexos), que consiste apenas em linhas gerais, já que queríamos que esta decorresse com uma certa espontaneidade.

           

Fizemos ainda um segundo levantamento de fotos, baseado nos novos dados que tínhamos em relação às barreiras devido aos testemunhos do Sr. Engº Mendonça e o Sr. Carlos Gomes. Recorrendo a todo o historial de fotos que tínhamos, elaborámos uma apresentação em PowerPoint que apresentámos na palestra, em que colocámos os casos mais flagrantes de barreiras, as acessibilidades existentes, as tentativas de acessibilidades que na realidade não o são e, ainda, um vídeo, que anteriormente já tínhamos postado no nosso blog, e que ilustra como seria um mundo que tivesse adaptado, exclusivamente, para pessoas com deficiência. Elaborámos também outra apresentação em PowerPoint com fotos do percurso que efectuámos com o Sr. Carlos desde a CMCR até ao café Maratona que, em princípio, seria para apresentar na palestra mas que, por questões de timming, não foi possível.

            Com tudo a postos, faltava apenas divulgar a palestra. Visitámos, então, o jornal Gazeta das Caldas para dar a conhecer a realização da palestra de modo a que, se possível, houvesse cobertura jornalística da mesma. Ao nível escolar, elaborámos cartazes que colámos em vários pontos da escola e distribuímos convites pelos livros de ponto das turmas que teriam aulas na hora da palestra. Divulgámos, também, entre os nossos amigos, que acabaram por ser grande parte do auditório.

            Chegado o dia da palestra, estávamos todas um pouco nervosas mas, de um modo geral, correu bastante bem. Todos os objectivos para esta actividade foram cumpridos e, de facto, conseguimos sensibilizar o auditório e tivemos um feedback bastante positivo. Assim, vimos todo o nosso trabalho compensado.

Na nossa opinião e na de quem assistiu, o ponto alto da palestra foi o discurso do Sr. Engº Mendonça que o iniciou com um poema Os Alienados, de Berrold Brecht e falou um pouco da sua experiência pessoal e de como enfrentar a deficiência quando ela se torna uma realidade na nossa vida. Os testemunhos do Sr. José Ilídio e o Sr. Carlos Gomes centraram-se na parte mais técnica da questão, das barreiras arquitectónicas em si e possíveis soluções. O discurso do Sr. Eng. Aboim foi, na nossa opinião, o menos relevante devido ao facto de se ter dispersado um pouco do assunto em questão mas ficámos contentes ao saber que, depois da palestra, o Sr. Vereador ficou com mais algumas ideias que pode pôr em pratica na nossa cidade, diminuindo assim as barreiras que nela existem.

A palestra foi também acompanhada por uma jornalista da Gazeta das Caldas que tirou bastantes fotos, fez-nos uma pequena entrevista e também falou com alguns dos convidados, depois de concluída a palestra. Solicitou-nos ainda algumas fotos com exemplos de barreiras e acessibilidades que estavam presentes na nossa apresentação em PowerPoint. Aguardamos, agora, alguma publicação a respeito do nosso projecto no jornal Gazeta das Caldas.

Para concluir, o balanço deste segundo período é bastante positivo. Como grupo estamos bastante melhor na organização e distribuição de tarefas e o nosso produto final realizou-se com bastante sucesso, atingindo o objectivo máximo que era sensibilizar a comunidade para este problema. Continuaremos a trabalhar para melhorar.

Inês, Professora Cristina e Sara

Convidados e Fátima

Apresentação - Fátima


publicado por 100barreiras às 11:03
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